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Riachão – Sindicatos fazem assembléias e professores municipais marcam greve

Além dos professores municipais, outros funcionários da Secretaria também paralisaram em solidariedade a eles.

Os sindicatos, ao final das assembleias em suas sedes, redigiram um documento com os encaminhamentos da reunião, dentre eles, a decisão de greve a partir da próxima terça-feira (17).

Dentre outras questões, o documento reafirma as reivindicações anteriormente solicitadas ao gestor municipal pelos sindicatos. Os professores do município alegam que continuam reivindicando seus direitos conforme a Legislação, tais como a implementação do piso salarial para R$ 593,50 da classe nível 1, com base na Lei 11.738 de 2008, e aumento de 16% para todas os níveis dentro do plano de carreira incidindo nos outros níveis e classes.

Sumiço do Prefeito

Após a realização das assembleias, os representantes dos sindicatos foram para o Centro Administrativo Municipal com o objetivo de entregar o documento em mãos do prefeito Lauro Falcão. Contudo, embora estivesse na cidade, o prefeito não compareceu ao setor de trabalho.

No Gabinete do prefeito, procuramos alguém responsável para falar sobre o assunto, mas ninguém quis se “comprometer”. Além disso, o contato com o Secretário de Educação, Jucemar da Costa, não foi possível, já que nossa reportagem não o encontrou.

Em desacordo com a LDB (Lei de Diretrizes e Bases) e com a Lei de 2008, o prefeito Lauro Falcão já afirmou que só pode dar aumento à categoria com base no INPC (Índice de Preço ao Consumidor). O que, para a classe, não é viável, pois o acréscimo proposto sequer alcança o piso salarial do professor nível 1 da classe A, que é de R$ 511.50. Na verdade, o prefeito só quer dar 6,3% de aumento, mas os professores não aceitam menos que 16%.

Só Riachão e Tanquinho não pagam o piso

Segundo a Comissão de Greve da APLB em Riachão, boa parte dos municípios incorporados à Delegacia do Jacuípe, como Nova Fátima, Pé de Serra, Capela do Alto Alegre, dentre outros, já implementaram o piso salarial com base na lei. “Só Riachão e Tanquinho ainda não”, lembrou uma das professoras membro do Comando de Greve.

Ainda com base em dados referidos pelos professores, cidades como Pé de Serra paga bem melhor os seus profissionais de educação. “Por exemplo, em Pé de Serra, um professor de nível 4, ou melhor, com mesmas titulações, carga horária, tempo de trabalho e etc, de um professor em Riachão, ganha R$ 1.220.37. Já em Riachão, um professor com essa mesma situação ganha apenas R$ 933,12.

Para Francelmo Cordeiro, presidente da APLB (Sindicato dos Professores), eles esperam que o prefeito chame a classe, não mais para conversar, e sim para cumprir a lei e atender, favoravelmente, aos pedidos dos professores. “Ele só precisa cumprir a lei, caso contrário, na próxima terça-feira, entraremos em greve em todo o município”, reforçou.

De acordo com informações do comando de greve da APLB, na próxima terça-feira, além da greve, os professores irão fazer manifestação no centro da cidade.

Por Laura Ferreira.

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