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Oposição pede saída de Orlando Silva, que balança, mas não cai. Mas vai cair

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O primeiro surgiu logo ao amanhecer do dia, quando os órgãos de imprensa trouxeram a informação de que o Supremo Tribunal Federal (STF) havia aberto um inquérito contra o ministro e lhe concedido dez dias para defesa das acusações em voga.

A segunda notícia ruim foi quando Orlando Silva foi à Câmara dos Deputados, em Brasília, para falar sobre a Lei Geral da Copa, mas acabou virando alvo da oposição, em um bate-boca. Oposicionistas alegam que o ministro está na condição de investigado, por isso não poderia estar no ministério.

Os deputados pediram que o ministro Orlando Silva deixasse o cargo devido às denúncias de desvio de verbas na pasta. Silva foi questionado por parlamentares da oposição, mas durante a audiência ele não respondeu a nenhum dos questionamentos e falou apenas sobre aspectos relacionados à organização da Copa do Mundo e sobre a tramitação da Lei Geral da Copa.

O líder do DEM na Câmara, ACM Neto (BA), disse lamentar a presença do ministro na comissão. “A presença de vossa excelência é uma afronta ao povo brasileiro. O povo brasileiro quer o senhor fora do ministério”, disse. “O senhor está na condição de investigado [pelo STF] e não tem condições de estar no ministério”, completou.

Os parlamentares tentaram interpelar o ministro durante sua exposição inicial, mas foram impedidos pelo presidente da comissão, Renan Filho (PMDB-AL). O líder do PPS, Rubens Bueno (PR) deixou a comissão aos gritos em protesto contra a decisão do presidente da comissão. Segundo Renan Filho, os deputados somente poderão interpelar o ministro após a exposição inicial.

Após a exposição inicial de Orlando Silva, o deputado Pauderney Avelino (DEM-AM), questionou a presença do ministro na comissão, pois segundo ele, após as denúncias, os principais assuntos relativos à organização da Copa do Mundo serão comandados pela Casa Civil.

Reunião no Planalto

À tarde, o terceiro momento difícil para o ministro durante esta terça-feira. O Presidente do PCdoB, Renato Rabelo, foi chamado ao Palácio do Planalto para uma reunião. A presidente Dilma Rousseff não participou e o assunto não foi revelado.

A reunião foi com o Secretário Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. Coincidência ou não, a reunião aconteceu no mesmo dia em que o Supremo abriu inquérito para apurar a participação de Orlando Silva em irregularidades do ministério do Esporte.

Seja lá qual tenha sido o motivo da reunião, a verdade é que a situação do ministro está quase insustentável, apesar de Lula, que receitou resistência contra as denúncias, verdadeiras ou falsas.

Por Evandro Matos, com informações

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