Política & Economia

Brizola Neto toma posse no Trabalho e lembra história do avô

“Em nove anos, o Brasil conseguiu praticamente extirpar o desemprego, que mais do que um problema, passava a ser visto como uma fatalidade”, afirmou o novo titular da pasta, em cerimônia no Palácio do Planalto.

Brizola Neto destacou ainda que seu sobrenome “integra a linhagem de brasileiros ilustres”, como Getúlio, João Goulart e Leonel Brizola.

Em um curto discurso, Paulo Roberto Pinto, que deixou o cargo de ministro interino, elogiou o trabalho de Carlos Lupi à frente da pasta –o pedetista deixou o ministério após ser envolvido em denúncias de irregularidade durante sua gestão. “A história vai contar o que o senhor fez. O senhor foi o grande ministro do Trabalho desse país”, afirmou Pinto sobre o ex-ministro.

Ao chegar ao Planalto, Lupi elogiou o novo titular e negou haver divergências internas no partido quanto à indicação de Brizola Neto. O cargo era disputado ainda por outros dois pedetistas: o deputado Vieira Cunha e o secretário-geral da legenda, Manoel Dias.

Dilma

Ex-pedetista, Dilma também ressaltou o passado da família do novo ministro. Em seu discurso, a presidente Dilma Rousseff destacou a criação de empregos no Brasil, com o surgimento de 9 milhões de vagas com carteira assinada desde 2008. A presidente afirmou que a nomeação de Brizola Neto reforça a parceria do governo com o PDT e disse que ele representa uma história de lutas sociais e de conquistas dos direitos do trabalhadores.

A presidente Dilma ressaltou a juventude do novo ministro –o mais jovem da Esplanada, com 33 anos–, mas disse que Brizola Neto carrega a história do avô Leonel Brizola e do tio-avô João Goulart, que foi presidente da República e ministro do Trabalho no governo de Getúlio Vargas.

“Nomear Carlos Daudt Brizola reforça em meu governo o reconhecimento da importância histórica do trabalhismo na formação do nosso país”, afirmou.

A presidente aproveitou o discurso para ressaltar a bandeira da queda dos juros. Dilma afirmou que o governo está diante de três grandes problemas que precisam ser solucionados: estabelecer taxas de juros compatíveis com as praticadas no mercado internacional, não permitir que o câmbio seja objeto de políticas monetárias expansionistas e baixar os impostos para garantir a produtividade. Informações da Folha de São Paulo.

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