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Insegura e sem oportunidades: o paraíso turístico que é a cidade com pior qualidade de vida da Bahia

Município do litoral sul teve baixo desempenho em segurança, oportunidades e acesso ao ensino superior

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Camamu é a cidade com pior qualidade de vida da Bahia Crédito: Reprodução

Conhecida pelas paisagens paradisíacas e pela famosa Baía de Camamu, a cidade de Camamu, no litoral sul da Bahia, apareceu na última posição entre os municípios baianos no ranking de qualidade de vida do Índice de Progresso Social (IPS Brasil) 2026. O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (20), avaliou os 5.570 municípios brasileiros a partir de 57 indicadores sociais e ambientais.

Com nota 48,39, Camamu ficou na pior colocação do estado. O município possui cerca de 30 mil habitantes e é um dos destinos turísticos mais conhecidos do litoral baiano. No cenário nacional, a cidade com melhor desempenho foi Gavião Peixoto, em São Paulo, que alcançou 73,10 pontos.

Além de Camamu, o ranking negativo da Bahia inclui Taperoá, Pedro Alexandre, Pilão Arcado e Wenceslau Guimarães. Os dados do IPS apontam que o baixo desempenho do município do baixo sul baiano está diretamente ligado a problemas nas áreas de segurança, oportunidades e educação superior.

No indicador de “Segurança Pessoal”, Camamu registrou apenas 21,25 pontos, um dos menores resultados do estudo. Já no quesito “Oportunidades”, o município obteve 33,69 pontos. O cenário também é crítico em “Acesso ao Ensino Superior”, onde a cidade marcou apenas 17,63.

Localizada às margens do rio Acaraí, Camamu é considerada uma das cidades mais antigas do Brasil, com origem ainda no período colonial. O município é conhecido principalmente pela Baía de Camamu, considerada a terceira maior baía do país em volume de água, atrás apenas das baías de Todos-os-Santos e Guanabara.

Apesar da forte vocação turística, a realidade enfrentada por moradores vai além das praias e ilhas que atraem visitantes de várias regiões do país. Assim como outras cidades do sul da Bahia, Camamu enfrenta problemas relacionados à atuação de grupos criminosos ligados ao tráfico de drogas.

A economia local é sustentada principalmente pelo turismo, pela pesca, agricultura e serviços. A região também se destaca pela produção de dendê, piaçava e pelas atividades ligadas à mariscagem e aos manguezais. Além das praias e ilhas, a proximidade com destinos como a Península de Maraú ajuda a movimentar o turismo regional.

Por Correio

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