
Nos dias 10 e 11 de abril (sexta e sábado), a Praça Coronel Marcolino Mascarenhas (Praça da Matriz) transformou-se em um vibrante corredor de criatividade e tradição. A 3ª edição da Feira de Artesanato de Riachão do Jacuípe, organizada pelo Projeto Cultural Riachão, reuniu artesãos locais, gastronomia típica e apresentações culturais, reafirmando o potencial artístico deste município da Bacia do Jacuípe.
O evento ofereceu uma vitrine diversificada que incluiu desde o clássico crochê e bonecas de pano até desenhos realistas, esculturas em gesso e marcenaria. Um dos grandes destaques desta edição foi a participação da Colônia de Pescadores Z-71, que apresentou técnicas inovadoras de biojóias, unindo sustentabilidade e design.
Arte como terapia e realismo surpreendente
A Feira também cumpriu um papel social fundamental ao apresentar a culminância da Oficina de Arte do CAPS Margarida Vieira. Sob a monitoria do professor Raimundo Oliveira (Dinho), os assistidos deram vida à exposição “Riachão, Bahia, Sertão”. As pinturas e peças de artes plásticas — que incluíam réplicas hiper-realistas de acarajés, camarões e cocadas — impressionaram os visitantes pela precisão dos detalhes.
Programação Cultural e Fomento
Além da comercialização de produtos, o público desfrutou de duas noites de intensa programação cultural. Na sexta-feira (10), o grupo de samba de roda “Os Filhos de Kelé”, da cidade de Serrinha, abriu as festividades. No sábado (11), a programação seguiu com Roda de Capoeira, o forró do Quarteto de Luiz e o samba de roda com o grupo Sufoco da Fumaça.




A edição 2026 foi viabilizada através de recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento às Culturas (PNAB) do governo federal e do apoio da Prefeitura Municipal de Riachão do Jacuípe, através da Secretaria de Educação e Cultura.
“A Feira vai além das vendas; é um espaço de partilha de saberes e de cuidado com a saúde mental através da arte”, destacou a organização do Projeto Cultural Riachão (@projetoculturalriachao), reforçando o compromisso em manter vivo o resgate das tradições populares jacuipenses.
“Muito obrigada por tudo, pela Feira, que foi um sucesso, e vamos ver se a gente faz outra. Foi uma oportunidade boa para mim, mas acho que todo mundo gostou”, revelou Norma Sales, uma das expositoras da Feira.
“Nós agradecemos muito por tudo, isso não pode parar. Todo mundo vendeu um pouco durante os dois dias da feira. Vocês (do Projeto Cultural) devem continuar esse trabalho, fazer mais vezes, buscar apoios para acontecer”, disse Noélia Carneiro, também expositora da Feira de Artesanato.
“Vejo esta feira como a consolidação de um trabalho que começou há alguns anos, que resgatou, despertou e incentivou essa arte no município, colaborando para a organização e até profissionalização de muitos artesãos”, disse Evandro Matos, membro do Projeto Cultural e um dos organizadores do evento.









