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El Niño está de volta e aumenta risco de secas e enchentes no Brasil

Fenômeno tem 60% de chance de atingir forte intensidade até o fim de 2026

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Cientistas da Administração Nacional para Oceanos e Atmosfera (NOAA), principal agência climática dos Estados Unidos, confirmaram na quinta-feira, 11, o retorno do El Niño. O fenômeno já está ativo no Oceano Pacífico e pode ganhar força nos próximos meses, aumentando o risco de eventos climáticos extremos no Brasil e em outras partes do mundo.

Segundo a NOAA, há 60% de probabilidade de o El Niño atingir forte intensidade até o fim deste ano. Caso a projeção se confirme, os impactos poderão incluir secas mais severas, enchentes, ondas de calor e incêndios florestais.

O que pode mudar no Brasil

Caso o El Niño se intensifique, os impactos devem ser sentidos de forma diferente em cada região do país.

A tendência é de mais chuva no Sul, aumentando o risco de enchentes e deslizamentos, enquanto Norte e Nordeste podem enfrentar períodos mais secos, com reflexos sobre rios, reservatórios, agricultura e abastecimento de água.

O analista de Clima e Meio Ambiente Pedro Côrtes explicou à CNN Brasil que o fenômeno ocorre quando as águas do Oceano Pacífico Equatorial ficam mais quentes do que o normal por um período prolongado.

“Atualmente, a temperatura dessa região está cerca de 0,7°C acima da média histórica, o que caracteriza um evento de fraca intensidade. A projeção é que esse aquecimento ultrapasse 2°C nos próximos meses, cenário que configuraria um El Niño forte”, afirmou.

Segundo o especialista, quanto maior o aquecimento das águas do Pacífico, maiores tendem a ser os efeitos sobre o clima.

Como exemplo, ele lembra que a tragédia climática registrada no Rio Grande do Sul em 2024 ocorreu quando o El Niño já estava em fase de enfraquecimento.

Por Ane Catarine/ A Tarde

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