Economia

Brasil vai sediar uma feira de negócios voltada para o público de lésbicas e gays

A feira de negócios pretende reunir cerca de 30 empresas com atividades direta ou indiretamente voltadas para o público de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT) em São Paulo. Empresas de turismo, hotelaria, gastronomia, aluguel de carros e lazer de um modo geral são as mais interessadas.

Na ocasião serão debatidas as oportunidades geradas por um público estimado em 18 milhões de pessoas no Brasil e com um poder de consumo que muitos calculam ultrapassar os R$ 150 bilhões.

O Expo Business LGBT do Mercosul, será o primeiro grande evento da Câmara de Comércio GLS do Brasil, cujo estatuto foi aprovado há um ano e as atividades começaram a se estruturar de fato recentemente.

A Câmara, que hoje possui 40 associados, a maioria pequenos negócios voltados para a comunidade, e três grandes empresas como observadores, os bancos Itaú e Santander e a construtora Tecnisa, tem o apoio institucional da Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual de São Paulo e se reúne para estudar ações que fortaleçam os negócios.

Ações diferenciadas “Enquanto no exterior as empresas possuem ações específicas voltadas ao público LGBT, a exemplo da Fiat, que bancou a passeata gay em Madri, impressiona que no Brasil elas ajam como se a comunidade gay não existisse.

“É preconceito não apenas nas empresas, mas nas agências de publicidade”, diz Douglas Drumond, presidente da Câmara e proprietário do Clube 269, em São Paulo, e do hotel Ouro Minas, em Minas.

Para o coordenador da área de sustentabilidade e gestão ambiental da FGV e professor da Unicamp, Reinaldo Bulgarelli, existe muito preconceito, conservadorismo e pouca objetividade nas grandes empresas

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