
O Diretório Nacional do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) decidiu não ingressar da federação PT-PCdoB-PV em reunião realizada neste sábado. A união era impulsionada pelo grupo do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL). O placar da votação foi de 47 integrantes da executiva nacional contrários contra apenas 15 favoráveis.
Na mesma reunião, o grupo também optou por renovar a federação que tinha com o partido Rede Sustentabilidade. A legenda ainda aprovou por unanimidade o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. (Guilherme Boulos e Glauber Braga divergiam sobre federação / Foto: Cristiano Mariz e Brenno Carvalho / Agência O Globo).
“O que havia para ser debatido foi debatido de modo amplo e democrático, com todas as tendências do partido colaborando com os temas propostos. Agora, é unir forças para reeleger Lula e ampliar nossa bancada de deputados”, afirmou a presidente da legenda, Paula Coradi
A decisão deste sábado mostra a divisão dentro do partido. De um lado, está o Revolução Solidária, do ministro Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência), e da deputada Erika Hilton (SP), que eram favoráveis à aliança. Do outro estão as demais alas, como o Primavera Socialista e o Movimento Esquerda Socialista, que se opuseram à federação.
Erika Hilton contou que o resultado de hoje já era esperado por conta da movimentação dentro das legendas nos últimos dias.
“Apesar de achar que foi um erro a decisão, evidentemente, respeito a posição da maioria. É uma pena que o partido, em vez de priorizar uma tática voltada à ampliação da nossa bancada, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, e ao fortalecimento mais amplo do campo da esquerda, tenha optado por concentrar seus principais esforços na superação da cláusula de barreira”, pontua
Já a A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) comemorou a votação da executiva.
“Muito importante a decisão do PSOL de não fazer federação com o PT. Assim, seguiremos com a nossa independência política, fundamental para defender nosso programa, votar no Congresso conforme nossas convicções, apresentar candidaturas próprias em estados e municípios. Também reafirmamos que estaremos junto a Lula na batalha das eleitoral em outubro”, avaliou.
Fonte: O Globo



